Entre, o mundo interior é teu!

Neste meu mundo, dentro deste coração, você apreciará reflexões sobre a obra do Impecável Carpinteiro. Ele é aquele que não cobra pelos serviços que presta; na verdade, ele pagou ao mundo o direito de aliviar o peso do madeiro sobre os ombros de seus amigos, os viajantes da existência. Meu blog é dedicado, consagrado, a Jesus, se é que terei a honra e a competência de construir algo respeitoso ao Eterno, ao que foi morto, e agora vive. Vive e intercede por gente simples; gente que procura entender corações e mentes de outras gentes simples, modestas, espontâneas.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

LUCAS 23 – A morte atinge o imortal

[Este texto leva-nos ao MONTE.] 12/01/2011. Aquele encontro singular, no interior de um vagão que rumava para o Rio, entre um camelô adulto e outro camelozinho principiante como eu, me fez pensar na vida à frente. Pela primeira vez eu me afastaria de recordações do passado, as da Rua Lili, e tive minha mente olhando para frente, para cenas de possíveis futuros. A experiência de olhar para o passado nos ensina muita coisa; ensina-nos a tomar decisões que evitam a dor e as lágrimas de arrependimento. Mas elas não nos ensinam a almejar algo melhor na vida.

Já uma inspiração de boa possibilidade futura, essa sim, mexe não só com a cabeça, mas com as pernas da gente. Aí aconteceu de surpresa uma gritaria danada no trem: “rapa, rapa, rapa!” Nessas horas que os fiscais entram num trem, a decisão da gente é um instinto que nasce nas pernas e toma a direção do vento. Os camelôs corriam no sentido contrário ao destino do trem. Corriam para o interior, e não para o Rio. Eu não só corri na direção da Baixada, como tomei as asas do vento. No que o trem parou na estação de Edson Passos, pulei do trem para os trilhos a fim de me esconder do impiedoso Rapa.

Naquela estação havia uma “caverna” onde dormiam mendigos. A caverna ficava debaixo da plataforma, que era feita de lajes a pouco mais de um metro e meio do chão de brita. Eu entrei ali. Os mendigos já haviam saído para trabalhar. Mas havia cocô e urina de gente. E fedia muito! -- Nessas horas você não apenas esquece o passado como aprende a fazer perguntas importantes a si mesmo. Eu aprendera a perguntar “Para quê?” Aprendi que a pergunta “Por quê?” me levava a olhar para o passado. A pergunta “Para quê” me tornaria um sonhador.

Naquele dia eu aprendi que viver um mundo de merdas não era para mim! O preço desse novo mundo, um mundo limpo, e sem correrias, deveria ser muito elevado para um camelô; mais elevado que a estação do trem, com certeza. Mas, eu descobrira, anos à frente, que esse preço, o meu Pai conseguiu pagar milênios atrás. Ele pagou um preço altíssimo... Por mim e para mim.

CANÇÃO: How can you refuse Him now
http://www.youtube.com/watch?v=sIgKcJDjWvk

IMAGEM: Por mim
http://www.grandesmensagens.com.br/wp-content/uploads/2010/07/culpa.jpg

FRASE: A amizade é um amor que nunca morre. - Mário Quintana.

291 seres humanos é uma dimensão atual da lista Pequena Nuvem.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O Senhor Jesus diz: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

I - O camelô dos trens da Central do Brasil

Um comentário:

Elyas Medeiros disse...

Obrigado, Senhor Jesus. Na impossibilidade de eu corresponder-te ao preço pago ali na cruz, por mim, ajuda-me a compartilhar de tua morte para vivermos bem, lá e cá. - Elyas.