Entre, o mundo interior é teu!

Neste meu mundo, dentro deste coração, você apreciará reflexões sobre a obra do Impecável Carpinteiro. Ele é aquele que não cobra pelos serviços que presta; na verdade, ele pagou ao mundo o direito de aliviar o peso do madeiro sobre os ombros de seus amigos, os viajantes da existência. Meu blog é dedicado, consagrado, a Jesus, se é que terei a honra e a competência de construir algo respeitoso ao Eterno, ao que foi morto, e agora vive. Vive e intercede por gente simples; gente que procura entender corações e mentes de outras gentes simples, modestas, espontâneas.

Continuar lendo...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SALMOS 15 e 16 — O segredo da conduta inabalável

Um menino acharia Deus até no desânimo

[Não desanime do PAI, ele não desanima da tua Felicidade! — Leia na Bíblia para você ver]

[Este texto só diz para descansar. É de Deus o ÂNIMO]

31/01/2011. Não me recordo de na minha infância ter jamais experimentado desânimo. Ânimo é uma disposição resoluta e inalterável, em face de situações difíceis. Ânimo é coragem. Olhando atrás, para décadas que acham a origem de meus sonhos de garoto, só posso me recordar de ter tido a inalterável coragem de persegui-los. Meus sonhos daqueles anos não são os mesmos de hoje. Eram sonhos para a boa sobrevivência no sistema do meu mundo: uma mesa de refeições com fartura de sardinhas fritas, arroz e feijão, bem quentes; cama aconchegante; paz entre os irmãos; quintal gramado; casa limpa e pintada; e diversão, que se estendia desde viagens de qualquer tipo, preferencialmente em ônibus da Cometa, até idas às praias do Rio, em geral a do Flamengo e a do Recreio dos Bandeirantes, como a chamávamos, ou a praia de Itacuruçá.

Mais adiante, me vieram os sonhos regulares de adulto. Só que aí eu já passara a experimentar desânimos recorrentes entre sequências de momentos altamente motivadores. Incluídos numa longa lista, destaco os sonhos do casamento, dos filhos, da casa própria, dos bons salários e do reconhecimento profissional entre os pares e superiores, por exemplo. Os desânimos nessa fase da vida estavam mais ligados à desproporção dos desafios frente às minhas parcas capacidades intelectuais.
Não sei quantos cinqüentões tem desânimos espirituais, mas esses são os meus desânimos dessa quase terceira idade. E eles são bastante recorrentes. Explico! Elias, o meu xará sem ípsilon, da Bíblia, um super profeta do Senhor Deus do céu e da terra, experimentou desânimos espirituais. Os desânimos dele pertenciam a uma esfera sobrenatural. Se ele tentasse explicar para seus alunos da escola de profetas, como ao super-discípulo Eliseu, por exemplo, eles não fariam idéia exata do que se passava no íntimo do profeta Elias, um profeta do poder estrondoso, mas também do bafejo suave de Deus.

O desânimo e o ânimo, portanto, são (a meu ver e viver) fortemente dependentes da maturidade da gente. Ambos têm raízes nos sonhos que a gente sonha. Quanto mais elevados os sonhos, mais profundos os desânimos. Mas, pela experiência do meu xará, o Elias de Deus, esse Elyas aqui só tem de descansar num canto qualquer em que haja silêncio, para sentir o inconfundível bafejo do Deus sobrenatural, o Pai nosso que está no céu. — Um menino acharia Deus até no desânimo.

Há momentos em que é preciso ânimo do alto
Música

Pare, só para o descanso
Imagem

NA TUA FRAQUEZA, O PAI TE VÊ FORTE
Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, as perseguições e as dificuldades pelos quais passo por causa do Senhor Jesus. Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força do Amado em mim. - Paulo de Tarso

NO DESÂNIMO, DESCANSA NA PALAVRA
“Tu, ó Senhor Deus, és tudo o que tenho. O meu futuro está nas tuas mãos; tu diriges a minha vida.”
Salmos 15 e 16
sALMOS 15 E 16

Continuar lendo...

domingo, 30 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 09 – Tortura e morte da miséria desumana

Um balconista lamentou o dinheiro da patroa

[Não lamente, a Felicidade está na graça! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto diz que pode até chorar, sem LAMENTO]

30/01/2011. O filho guri da Dona Pede-Moleque era uma criança de só três notas chorosas. De uma, ele repelia meu contentamento pela sujeira que ele fazia nas vitrines de doce com suas mãos meladas de bala e geléia. De outra, eu conseguia ver no pivete muita semelhança física entre ele e seu pai, o Seu Luiz; que gerenciava a loja matriz de Nilópolis. Eu ficava imaginando como seria minha vida vinte anos à frente, se nada mudasse na minha carreira profissional, e um dia aquela criança viesse a ser meu patrão, como seu pai o fora. Cogitações nada agradáveis visitavam-me nos poucos momentos de silêncio, na companhia da chefa e do patrão mirim: imaginava-me, no futuro, subordinado a uma condição menor. Não crescer, não prosperar, não ter conforto, não ver o mundo mais do alto, e não compreender a vida em seus detalhes essenciais operava uma pressão (tipo uma angústia precoce) de dentro para fora da minha cabeça de menino de doze anos de idade. Mas, o sinal de maior sensibilidade aos meus olhos interiores, naquele ambiente de três pessoas e uma área de cinquenta metros quadrados para balcões e centenas de caixas e embalagens açucaradas, era a leitura que eu fazia da qualidade de vida daquela criança e de sua mãe, a minha patroa.

Enquanto eu desejara e trabalhara além de minhas capacidades físicas para ter um quintal gramado (que não tive como menino), um canto confortável para dormir e estudar (que quase tive), e horas de laser para explorar o parque de diversões e o cinema da rua da feira (que obtive), por que aquela senhora, que dispunha dos meios para quase tudo e para tanto, preferia o nada agradável ambiente da loja para passar o dia com sua criança? Sempre achei muito adequada a divisão de papéis na família: o homem vai à luta (como iam os guerreiros e os agropastores), e a mulher cuida da logística da boa sobrevivência da família (como nos anos anteriores aos sistemas capitalistas versus comunistas versus fascistas versus neoliberais). Sempre achei que há maior ganho de felicidade e de gestão do dinheiro da família quando a mãe-esposa se dedica à manutenção ideal do hábitat do lar. Sempre achei ser desinteligência considerar o ganhar dinheiro como meio para qualidade de vida ou do que quer que seja. Sempre achei que o ideal do relacionamento mulher/marido não passa tanto pelo dinheiro como passa muito pela compreensão mútua de papéis complementares. Sempre achei que a felicidade no relacionamento conjugal é uma dimensão muito mais espiritual do que intelectual; e muitíssimo menos sexual ou genial. Sexo, paz, compatibilidade de gênios, bom humor, seja lá o que for, tem a ver com que, em primeira mão? Com dinheiro ou com graça? Tem a ver com trabalhar para o Sistema ou trabalhar para o Reino?

Hoje, tendo feito a prova dos nove nos cálculos básicos e avançadíssimos de dificuldades na vida, me desespera a vontade de alertar as donas “que pedem moleques” a reverem suas prioridades de qualidade de vida sob a ótica da graça de Deus: Senhoras e senhoritas (poxa, que antigo): atentem para a graça de Deus! Graça é um presentão que recebemos de Deus imerecidamente. Ou seja, felicidade se recebe de graça não se compra por dinheiro. Trabalhe cheia de graça! Seja em casa, seja na loja, a criança que você tanto desejou é a maior graça de graça que o Criador já projetou para você. Receba mais graça de viver, vivendo para encher de graça o hábitat que sempre foi seu projeto.

Há uma carta de um menino (chamado Jeremy Riddle) que canta para Jesus – aquele que é muito mais que um amigo de graça, e faz da miséria da vida da gente um balcão de graça: “Na quietude da minha alma. No silêncio que eu ouço, ouço tua voz me falar. Então sou cheio de tuas palavras. Aí me faltam palavras para te descrever a outros. - Jesus tu és mais que um amigo. Jesus, tu és mais do que meu coração poderia um dia expressar. Teu amor e tua graça nunca me faltam. Tua benignidade sempre me toca e cura. Tu trazes alegria para minha alma. Meu coração deseja te adorar meu Rei. E eu desejo trazer a ti uma oferta de gratidão. Então sou cheio de tuas palavras amigas. E ainda me faltam palavras para te descrever.” Quando a prioridade é cultivar o espírito de Deus na gente, a graça, a felicidade, o riso, o conforto, o respeito, e até o dinheiro não serão mais um lamento; terão passado as provas das nove dificuldades na vida, quer sejamos lojistas, balconistas, chefes ou patrões; ou simplesmente, filhos do Pai. — Um balconista lamentou o dinheiro da patroa.

PENSA NA OPORTUNIDADE, VAI!
Se pensássemos em todas as sortes que tivemos sem as merecer, não teríamos coragem de nos lamentar. Jules Renard

Quem ouve não lamenta
Imagem

O “mais que amigo” ainda convida
Música

TU: EXAMINA TUA BÍBLIA, VAI! Quanto a outros, bem...!
“O resto da humanidade, isto é, todos os que não tinham sido mortos por essas pragas, não abandonou aquilo que eles haviam feito com as suas próprias mãos: eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus crimes de morte, nem das suas feitiçarias, nem da sua imoralidade sexual, nem dos seus roubos.”
Apocalipse 09


Continuar lendo...

sábado, 29 de janeiro de 2011

SALMOS 13 e 14 — Ânsia pelo Senhor; todos são corruptos

Um balconista quis prazer de pés limpos

[Não se enfade, a Felicidade é prazerosa! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto diz para ir limpo ao PRAZER]

29/01/2011. Não me lembro o nome de minha primeira chefa, a esposa do Seu Luiz, o patrão da loja de doces de Nilópolis. Ela era quem mandava e desmandava na filial de Morro Agudo. O Seu Luiz nunca dera as caras por lá. Viesse o que viesse do meu relacionamento de empregado com a patroa, não haveria um superior a quem eu pudesse me reportar para reclamar mágoas ou desprazeres. Não que ela fosse uma chata das chatas; não era. Mas apenas que eu me via isolado sob as vontades da dona. E eu não identificava nenhuma porta de escape ou de ascensão naquela carreira de balconista cercado de desprazeres sujos. A loja de Morro Agudo ficava de frente para uma entrada de carro, que levava a uma casa chique pintada na cor rosa, aos fundos dessa garagem. Ao lado direito, estava a padaria pertencente a um gorducho gente boa, descendente direto de Portugal (ou era Espanha?) - o Pepe. E ao lado esquerdo, uma carvoaria em fim de carreira, porque a energia elétrica chegara ao bairro na década de 1960, minha primeira década de vida.

Naquela loja de doces eu aprendera que há sempre alguém externo ao nosso círculo de relacionamentos que nos observa e avalia. O Pepe um dia seria o meu patrão, no quase meu topo de carreira de balconista. Aprendi também ali que não há necessidade de se cavar o prazer, a satisfação de desejos, os sonhos na vida, a todo o custo. Aprendi que quando a vida da gente parece uma rotina, desaguando no enfado, a esperança da gente vem ao nosso encontro e nos bate à porta quando menos esperamos. E desse aprendizado todo, aprendi que isso tem a ver com o que a Bíblia garante: quando tudo parecer uma rotina enfadonha para os filhos de Deus, o rei do universo baterá nas nuvens para que elas abram passagem para ele reinar na companhia de seus seguidores; e na ausência total dos cansativos chefes e chefas dos sistemas de lojas enfadonhas e sujas que andam negociando prazeres injustos por aqui.

Digo isso tendo a lembrança a sujeira que a Dona Pede-Moleque, um designativo apreciativo às lições tidas na companhia daquela saudosa chefa, e seu molequinho de três anos. A sujeira que eles ajudavam a acrescentar nas vitrines e no chão da loja era problema de seu único funcionário: eu. Eu tinha de cuidar de só tudo somente sozinho. Explico! A chefa passava os dias de expediente descalçada. A sola do pé dela tinha rachaduras, e era preto de sujo. Ela era acompanhada de um menininho quase-pelado, só nas fraldas. Eu, um moleque, não tinha trégua no expediente. Meu sossego era uma miragem, pois tinha de manter a loja limpa além de ter de atender os constantes pedidos extras da dona – daí, Dona Pede-Moleque, e não, Dona Pé-de-Moleque, que era o doce que eu mais gostava de comer nas horas vagas que eu não tinha.

Mas esse negócio de trabalhar pelo prazer é conceito muitíssimo sério. É tão sério que entender a abordagem que se dá ao prazer sempre foi caso de vida ou de morte. E já vou te alertando que meus textos falarão bastante de morte, pois ainda não existe Vida maiúscula sem morte minúscula. Vida é prazer. Morte é desprazer. Logo, a morte está assentada no caminho do prazer da Vida, entende? Não? Então, olha só! Você não ouse perguntar a uma pessoa chorosa em um funeral se ela está sentindo prazer de enterrar seu morto, porque não está descartada a possibilidade de você ser enterrado vivo naquele mesmo caixão do respeitável morto. Então, a moral da história é que esse “prazer,” que a gente eventualmente sente nos balcões da vida, não é prazer coisíssima nenhuma. Prazer que acaba é apenas divertimento, como o prazer dos parques de diversões dos tempos de menino, lembra? E, só por divertimento, muitos estão se encontrando mesmo é no caixão prematuro, para chorar na sepultura, que não se sabe se pertence ao Sistema ou ao Reino do prazer de viver. – Um balconista quis prazer de pés limpos.

ENTENDA A DIFERENÇA, VAI!
Frase
O desejo é uma árvore com folhas; a esperança, uma árvore com flores; o prazer, árvore com frutos. - Guilherme Massien

ATITUDE DIGNA DE SE VER — Buscando prazer com inteligência
Imagem

VÊ SE ACORDA DE VEZ, VAI! — O pai da mentira
Vídeo

DEDICATÓRIA A QUEM DO REINO? — Eu quero ir, Lucas Souza!
Música

COM PRAZER, EXAMINA A BÍBLIA, VAI!
És filho do homem ou de Deus? Pois: O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
Salmos 13 e 14

Continuar lendo...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 08 – Destruição de 1/3 do planeta; e só um terço!

Um menino foi vestido do amor do pai

[Decide tocar a Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto mostra a DECISÃO que toca a gente]

28/01/2011. Há coisas preciosas que aprendi do meu pai; destaco duas: (A) primeira, ele me ensinou a dar laço no sapato; (B) segunda, ele colocou a mão direita dele sobre a minha e me encorajou a escrever “Eva viu a uva”. O meu pai fez isso por mim (não para mim; mas, por mim) quando eu era um baixotinho, quando tentava aprender o ABC, obviamente. E isso foi lá nos anos 1964, o ano em que o bicho pegou no Brasil (o sistema capitalista querendo devorar o comunista, ou vice-versa), e eu nem dava bola para o pau que estava comendo lá longe do meu bairro onde morávamos na casa na Rua Lili na Baixada Fluminense do Rio. Dar laço não é coisa simples, não senhor: é um enorme de um primeiro desafio para um menino-homem. Afinal, calçar sapatos passara a ser um super prêmio de alforria para as pessoas simples. Isso por conta do término da escravidão, em que somente os barões do sistema do café (por exemplo) calçavam sapatos; os demais, descendentes de escravos, como o avô do meu pai certamente fora (de cujos, herdo meu DNA, consequentemente), esses andavam descalços, ou quando muito, pisavam um chinelo feito de couro de bicho matado a pau e a punhal.

Infelizmente meu pai morreu sem que eu lhe contasse aquele episódio, em tributo, e em cordial e carinhoso agradecimento. Para o meu pai vestir minha mão na dele, ele teve de querer superar os desafios da preguiça e da timidez, naquela hora da noite, a favor da fragilidade de um seu filho analfabeto. Vejo a cena: ele acendeu o lampião a gás na sala de jantar, trouxe-o para próximo da mesa redonda de seis cadeiras, e apontou-me para sentar na cadeira que dava as costas para a parede do lado direito da sala (de quem percorria o corredor que ligava o quarto dele à cozinha). Ele, então, posicionou o lápis na minha mão direita, na melhor posição de escrita, e disse: “— Relaxa bem a tua mão. Deixa que eu escreva por você. Observe que não tirarei o lápis do papel até completar a palavra. Depois você tenta escrever sozinho com a minha mão levemente sobre a tua.” Respondi: “— Tá bom, pai.” – A moral dessa história verídica você deduz: o meu pai, ao vestir a minha mão na dele, ao decidir que me ajudaria a escrever o ABC, ele semeou na minha mente a instrução do amor. Esse negócio de amor de um pai por um filho indefeso é de um poder material e espiritual incrível! A decisão do meu pai, em superar eventual preguiça, cansaço, timidez, e priorizar um “gesto menor”, injetou na minha vida o combustível da persistência nos estudos, por exemplo. A você pai, a honra; a você Pai do meu pai e meu Pai, o louvor, a honra e a glória por ter decidido investir no amor entre os homens de boa vontade.

A palavra Desafio (que fez meu pai um vitorioso do Pai) traz um conceito extremamente importante; logo, precisa ser muito bem compreendido e tratado por quem vive no Sistema deste mundo, e quer viver as coisas boas do Reino de um Pai dedicado, criativo e disciplinado no trabalho, como o meu pai Antônio foi exemplar. Desafio é um ato de desafiar; é uma incitação a uma luta ou a uma competição. Tudo aquilo que é perigoso ou difícil representa um desafio. Por exemplo, pergunto: viver e morrer são desafios fáceis ou difíceis? Pois é: são extremamente difíceis! Mas os caras do Sistema de vida desumana, e de morte mais ainda, (mesmo, ou principalmente, os dessa geração atual que tentam roubar o planeta para eles), vivem engabelando a gente para que esqueçamos esse assunto de “morrer” e passemos a “viver” todos numa boa, pois aos desafios às soluções humanitárias e governamentais. Conversa! Isso é conversa para boi ir dormir e acordar morto no couro de sapatos, sandálias e cintos nos lombos de otários. Sabe por que digo isso com tanta convicção? Por que não vale a pena viver para morrer. Para as pessoas de boa vontade e de boa inteligência, nada vale a pena neste mundo se não houver resposta ao desafio da morte. Pergunte aos meus pacientes deprimidos pela falta de saúde se não é essa a agonia deles!

A única justificativa porque eu encho o teu tempo, o teu eventual saco, e a tua paciência honrosa é porque eu estou enlouquecido, já há cinquenta anos, no amor do Pai. A cada dia que eu medito no ABC do Pai, registrado na palavra dele, as escrituras sagradas; e observo a história dos meus minúsculos cinquenta anos de vida, dos poucos dois mil anos de Jesus; dos doze mil anos em que Deus criou a vida agropastoril, e o homem do espírito dele; dos quatro bilhões de anos quando ele inseriu as bactérias nos seus mares de água (que foi) doce; dos quinze bilhões de anos do big-bang das geociências; e da atualíssima descoberta da antimatéria, como irmã de criação da matéria: eu me convenço que já estamos na eternidade. Convenço-me de que basta mais uns bobinhos como eu darem crédito ao ABC do Pai e ele vai mandar higienizar essa criação toda dele, de uma vez por todas, mandando os caras do Sistema para aquele lugar. — Um menino foi vestido do amor do pai.

ENTENDA A DIFERENÇA, VAI!
A diferença fundamental entre o homem comum e o guerreiro, é que o guerreiro encara tudo como desafio, enquanto o homem comum encara tudo como bênção ou maldição. - Carlos Castañeda

A CAMINHO DO REINO — Deixando o Sistema
Imagem

VÊ O SISTEMA DO ALTO, E SÓ! — Tropa de Elite II
Tropa de Elite

FUJA PARA A BÍBLIA, VAI! — O terror, a quem pertence?
Recado angelical aos habitantes do Sistema: — Ai! Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra!
Apocalipse 08

DEDICATÓRIA A QUEM DO REINO? A song for you, Karen Carpenter!
Música


Continuar lendo...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SALMOS 11 e 12 — O segredo na aflição

Um menino aprenderia a optar

[Opta pelo reino da Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto caminha contra o Sistema, num estreitinho do REINO]

27/01/2011. Ao me despedir do Seu Luiz, o patrão da loja de doces de Nilópolis, para assumir igual ocupação de balconista na filial de Morro Agudo, eu não fazia a mínima idéia nem alimentara nenhuma expectativa sobre aspectos aflitivos, ruins ou negativos, que porventura pudessem rechear meu novo endereço de trabalho: eu seria comandado pela mulher dele. O Seu Luiz, que fora meu primeiro superior imediato na vida (uma vida de garoto de onze a doze anos de idade), era um sujeito do bem. Na presença dele eu não fora introduzido ao conceito de estresse, aborrecimento, autoritarismo, sujeira, desorganização, violência moral; muito menos, aflição. Apenas a fundamental noção de engano permeava minhas recordações das semanas trabalhadas em Nilópolis; pois, nas embalagens de doces que vendíamos não havia tarja alertando para os males que os corantes e o açúcar em excesso podem causar à saúde – especialmente das vítimas fáceis, as criancinhas. Essa coisa do engano (que tive a dor da aflição ao conhecer, naquele golpe do vigarista nas ruas de Nova Iguaçu, em anos anteriores) precisaria ser experimentada muitas e muitas vezes até eu entender o laço que une a maldição do Enganador às consequentes dores que afligem infernalmente a alma da gente. O engano nos empurra para a aflição. É preciso saber fazer escolhas de vida.

Aflição é um profundo sentimento moral produzido por um revés no caminho; uma circunstância penosa; um estado de grande desalento, de profunda tristeza ou mágoa; um desgosto! Aflição é uma grande preocupação ou inquietação; uma ansiedade, uma angústia; um padecimento físico; uma tortura! Aflição é desgosto; é tortura mental. E como exemplo disso, me veio uma lembrança aflitiva de certa noite quando morávamos na Rua Lili. Enquanto eu, uma criança de uns cinco anos de idade, dormia tranqüilo em casa na companhia dos meus irmãos e pais, um vizinho despedaçava com facão a carne e os ossos da própia mulher. Isso é tortura; é aflição carnal e espiritual. Aflição com tortura mental é o que os filhos daquela mártir devem estar sofrendo até hoje, se é que a graça e a misericórdia do Reino ainda não os puderam alcançar, por culpa da barreira mental que o Sistema terrorista do Enganador constrói na cabeça das pessoas. Não detalharei o terror daquela noite. O mais urgente, confesso, é compartilhar o que aprendi em termos de defesa com selo de garantia contra a tortura e contra a aflição.

Creia! Existe uma defesa implacável contra a tortura e contra a dor de um inferno como aquele ocorrido na horrível casinha da esquina da Rua Lili com a rua do bom pastor Teotônio, pertinho da barbearia do João. Eu logo posso te afirmar que essa defesa é o sangue de Jesus. Mas você não entenderia isso de imediato porque o Enganador sopraria na tua cabeça que “basta você aderir a um grupo de bons religiosos”, como o meu Seu Luiz de Nilópolis. Não basta! Eu também posso te afirmar que a defesa contra a aflição é você andar no caminho de Jesus. Mas você não entenderia isso de imediato porque o Engano sopraria na tua cabeça que “basta continuar sendo uma pessoa pacífica e fazedora de boas obras,” que você certamente já faz. Não basta! Então eu tenho que te recomendar abrir o teu olho e o teu ouvido em toda e qualquer opção que você faça na vida. Porque toda vez (pelo menos uma vez por segundo, vai!) que você faz uma opção o Engano está presente na tua orelha e te sopra para você optar para dentro do Sistema dele.

O contrário do sopro do Enganador no Sistema é o bafejo da graça do Pai do Reino, que te convida a aceitar o sacrifício do sangue de Jesus, após você percorrer, por sua opção, o caminho estreito das pegadas (já muito sopradas pelo Enganador) que Jesus nos deixa, nas escrituras sagradas do Reino, conforme ele subira para a cruz do terror que nos salvou no passado, nos salva a cada segundo, e nos salvará para sempre da aflição eterna de nossas opções para dentro da perdição do Sistema maldito do Enganador miserável. O meu problema é que eu não posso fazer nada (absolutamente nada!) para te convencer desta teologia que eu aprendo a cada segundo que leio e penso na palavra de Deus, e comparo com a história geral, a ciência geral e a miséria geral que vi na esquina da Rua Lili; vejo nos telejornais a serviço do Sistema; e vi dentro do Casarão do Alcides — pois meu irmão Oséias que o diga. Mas ele já está lá no Reino, pois subiu até a cruz de Jesus, e foi sair lá do outro lado, de graça. — Um menino aprenderia a optar.

BAFEJO É UM SOPRINHO DE DEUS, VAI!
Um dia uma flor me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza. – Clarice Lispector

ORIENTAÇÃO CONSOLADORA! – Para o alto, para o Reino
Imagem

CHORA SOBRE ISSO, VAI! – Nossa necessária aflição
Música

OPTA E MEDITA NA BÍBLIA, VAI! – Aprende o bafejo de Deus
Pois assim disse um bom rei na aflição: Porque o Senhor é justo, e ama a justiça; o seu rosto olha para os retos.
Imagem

Elyas Medeiros, PhD
Parte 2 – O balconista das lojas de doce da Baixada
Parte 1 – O camelô dos trens da Central do Brasil

Junte-se a um passeio vivificante pelos 929 capítulos da Bíblia; e, de quebra, ouça boas canções e filosofias de Graça.
O escritor exerce, voluntariamente, capelania bíblica em hospitais em Brasília, DF.

Continuar lendo...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 07 – Concluindo o ensaio do Show da Vida

Um menino tem um coração só

[Ajunta as partes da tua Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto diz que Deus é Pai, um OURO FINO]

26/01/2011. O que é capaz de fazer um menino de uns dez anos de idade querer ter um quintal gramado, florido e bem bonito? De onde vêm as aspirações incomuns na cabeça de uma criança? Que poder é esse que atrai os menores a desejar a pureza do belo, que muitos adultos já de longe abandonam? Nós adultos queremos o belo, mas não damos a mínima para a pureza do belo. Queremos a flor, mas somos tímidos em contemplá-la. Desembolsamos todo o dinheiro do nosso banco de misérias para sermos donos das coisas mais belas e perfumadas da existência humana, mas não conseguimos embolsar a felicidade contida na estética de coisa alguma que possuímos.

De onde vêm os sonhos bons? Que mistério é esse, forte o bastante para fazer com que uma criança emprestasse (de um seu pai pedreiro) um carrinho de mão e uma enxada, e saísse a procurar grama para cobrir quinhentos metros quadrados de seu quintal de terra batida? Meu Deus! Eu tentei isso! Hoje tento investigar o que ocorreu entre nós, eu e você, Deus. Você me fez descer com um carrinho de mão o quintal dos fundos de minha casa, o Casarão do Alcides, em 1969; atravessar uns cento e cinquenta metros de obstáculos (com cercas de arame farpado, córregos de esgoto a céu aberto, perigos de cobra no mato etc.) até eu alcançar aquela grande poça d’água cercada de grama por todos os lados, que ficava atrás do gol direito do campo de futebol do Ouro Fino! Por que fiz aquilo, meu Deus do céu, da terra e da grama verde? Que influência foi aquela na minha pouca imaginação de menino? Deus, que antepassados, que experiências, que força, que poder você usou lá dentro da minha mente para me fazer superar tantos obstáculos por um sonhozinho que era só meu e de mais ninguém?

Há uma música (Half of my Heart) que o Bryan Adams canta que diz mais ou menos assim: “Eu nasci nos braços de amigos imaginários; livre para andar sem rumo. Fiz um lar de todos os lugares onde estive... Então você chegou abalando tudo; como a coisa mais real do mundo. E eu tentei o melhor que pude, para entender tudo o que teu amor proporciona.” E continua expressando assim: “Ó, metade do meu coração tem o controle da situação; metade do meu coração crê que te conhece; a outra metade do meu coração é louca se disser que te ama. Ó metade do meu coração! Solitária era a canção que eu cantava... Até o dia em que você aparecera me mostrando outra perspectiva, e tudo o que o teu amor proporciona.” E vai terminando assim: “Metade do meu coração contigo é um casamento forçado com um anel fajuto; metade do meu coração contigo é a parte de um homem que nunca amou nada de verdade. Ó metade do meu coração contigo...! Ó outra metade do meu coração...!

Hoje, e só hoje, cinco décadas vão passando, e só eu posso compreender um pouquinho do que só você, Deus, fez com essa metade rebelde do meu coração só. Você afogou essa metade adulta do meu coração num laguinho desprezível aos olhos de gente grande, um laguinho de ouro tão fino e imperceptível; e me desafogou uma criança inteira outra vez. Você me enlouqueceu de vez, Deus! Não são mais duas metades de um coração só, a competir por uma só mente dentro da minha cabeça só. Os cinquenta anos de obstáculos, de cercas de arame farpado, de cobras no caminho, uniram essas duas metades num só peito. No poder do teu amor, o meu coração agora é um só; no poder do teu amor só; só no poder do teu amor! Foi só você Deus, e ninguém mais; não fui eu, não foram meus pais, nem amigos; foi só você Pai... Você, Pai, me fez pensar que um carrinho de mão e uma enxada construiriam meu sonho por um só quintal gramado! Com o carrinho e com a enxada nas mãos de uma criança de um só pai, você, Pai, encheu o coração de um adulto só: com jardim, com felicidade, e com ouro fino! Só pelo poder do teu amor; pelo poder do teu amor só; e somente só no teu amor só, um menino tem um coração só!

DÊ CORAÇÃO NISSO, VAI!
A vida não é medida pelo número de suspiros que a gente suspira, mas pelo número de momentos que fazem a gente suspirar. – anônimo

ISSO, AGUENTA CORAÇÃO! – Topo do mundo
Imagem

SONHA COM ISSO, VAI! – No poder do amor do Pai
Música

PLANTA SÓ A BÍBLIA NO CORAÇÃO, VAI! – Suportando desafios
Pois assim diz a palavra do Pai: Estes são os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição. São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do Cordeiro; e elas ficaram brancas "que só".
Apocalipse 07

Continuar lendo...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SALMO 10 - O segredo contra o vigarista

O balconista aprendeu a embrulhar justamente

[Guarda tua Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto dá dicas anti-VIGARISTAS]

25/01/2011. Dá loja de doces de Nilópolis, são só boas e úteis recordações: primeiro foi o aprendizado antitimidez - de expressar necessidades e desejos sinceros ao bom patrão. Já, outro aprendizado, amarra-se à prática de se fazer bons embrulhos das caixas de doce – para os clientes que os teriam de carregar pelas ruas e ônibus daquela época de 1969. O fato é que um bom embrulho tem de ter alça, pois embrulho sem alça ninguém merece. Digo, há aqueles que merecem até carregar o embrulho na cabeça dura; mas esses não são clientes preferenciais, são caloteiros – uns quase vigaristas, que não pagam a conta; ou usam moeda falsa; ou discurso pegajoso. Um bom embrulho tem outra peculiaridade: o barbante de amarração não deve apertar em demasia o conteúdo do pacote, pois o peso próprio, das caixinhas de doce, as deformaria contra o barbante muito apertado; e o doce poderia chegar deformado ou esfacelado na mão do cliente final: a criança comedora de doces. E têm ainda outras dicas a serem observadas na confecção do pacote: como, o tamanho, o formato (quadrado ou retangular), e a quantidade de pacotes da venda.

O que me chamava atenção é que não me fora oferecido curso algum de empacotamento de coisa nenhuma na loja do Seu Luiz. Ele ficava no caixa para receber a fatura, e eu que me virasse com os embrulhos e com a disposição dos doces nas prateleiras e vitrinas da loja, e com a limpeza da loja; além de atender a clientela sem deixar criar fila de espera. Outra coisa que me intrigava era a impaciência dos clientes diante de qualquer coisa que eu fizesse e não desse certo. Bastaria uma laçada a menos ou a mais no barbante que o cara já arrepiava do outro lado do balcão. Uns poucos clientes, contudo, revelavam compreender minha inexperiência de balconista. Afinal, eu era só um guri. Eles sabiam que eu não passava de um moleque de pequena estatura e quase indefeso, apesar de eu pisar sobre um estrado de madeira de uns 25 centímetros de altura em relação ao piso do cliente.

Essa lembrança dos embrulhos me leva a um episódio realmente constrangedor, triste e covarde, que eu tive de sofrer, lá nos tempos da Rua Lili, quando eu tinha uns oito anos de idade, talvez menos. O episódio que eu amarguei foi com um vigarista de plantão nas ruas de Nova Iguaçu, a cidade do meu município. A covardia do cara versus a minha pouquíssima instrução e defesa, contra os zilhões de vigaristas que infectam o planeta terra, em particular a terra brasilis, me faria questionar, com lágrimas nos olhos e choro na alma: “Deus, onde estás? Por que deixaste isso acontecer comigo? Por que não fui aconselhado contra essa raça de filhos de uma puta!” --- Mas, elevando um pouquinho o meu nível, (já que o deles é de um nível infernalmente baixo) vamos ao episódio altamente instrutivo às crianças e marmanjos de hoje. E que todo ser humano, que esteja lendo esse texto, desenvolva uma mandatória estratégia contra esses malditos, e suas fêmeas, que estão nas telinhas, púlpitos e calçadas da vida!

O meu pai que havia deixado a comunidade dos crentes para abrir um bar que vendia cigarro e pinga e ficha de mesa de sinuca me mandou comprar cigarros em Nova Iguaçu. Pronto! Foi isso o que o meu pai, um homem simples, de pouca instrução, e de um enorme coração, conseguiu fazer da vida dele; uma vida que era um céu, lá nas nos anos da Rua Lili (anterior ao homem na lua) e passou a ser um inferno aqui na terra. Todos os dias que ele vivera fora da igrejinha do bom pastor Teotônio foi uma porcaria de vida. Foi isso o que o meu pai fez. E se alguém pensa que vive, viveu ou viverá sem um dia virar as costas para a proteção de Deus, que se cuide – esse dia, do vigarista, virá; se é que já não veio em cheio por aí. --- O meu pai deve ter ouvido vozes do vigário do além e meteu a família num conto do vigário. Certamente o vigário chifrudo escondeu os chifres e se embelezou de saias para mudar a cabeça do meu pai daquele jeito. Mas, o meu pai, com p minúsculo é o meu pai humano. Ele era gente como eu e você somos; gente que dá ouvido a falatórios de vigaristas; e, muitas vezes ouve e nem percebe que os escuta.

Na saída da loja de cigarros em Nova Iguaçu ― chamávamos aquilo de depósito de cigarros e bebidas, que ficava do lado esquerdo da estação de trem, sentido bairro/Rio, um cara vestindo terno começou a andar ao meu lado e não parava de falar coisas que me agradavam... Por último, ele disse que eu voltasse até a loja de cigarros e retirasse um bilhete premiado para o parque de diversão de Nova Iguaçu. O golpe fatal foi que ele ofereceu para guardar o meu pacote gigantesco de cigarros que eu havia comprado para a porcaria do bar do meu pai... O resto da história você deduz: é só ligar a TV, eles continuam com o mesmo falatório na nossa cabeça dura e oca. Eles aprenderam a embrulhar, injustamente.

DE OLHO NISSO, VAI!
A vida do justo é pouco perturbada por inquietações, a do injusto é cheia das maiores inquietações. – Epicuro

APRENDE ISSO, VAI! – Com atenção no laço
Imagem

OUÇA O SOCORRO DO PAI, VAI! – Com Pai atento
Música

MUITO MAIS DE BÍBLIA, VAI! – Com menos faladores
O Senhor, quando se levanta, faz que o ímpio: “Seja apanhado na cilada que maquina.”
Salmo 10

Continuar lendo...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 06 – Terra! Selada está tua higienização perpétua

O balconista falou com o bom patrão

[Diz não à timidez, a Felicidade é azul! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto manda a TIMIDEZ ir para aquele lugar!]

24/01/2011. A ocupação que eu tivera na loja de doces do Seu Luiz em Nilópolis se desenvolvera sob constante expectativa de temporalidade na minha cabeça. Não que o trabalho de caixeiro fosse desagradável; era uma atividade até dotada de doce apelo! E não que o patrão fosse uma pessoa desagradável, ou que impusesse expectativas exageradas ao meu desempenho; ele até que era liberal e compreensivo de minhas limitações: um menino que observava seriamente as tarefas de escola, e demonstrava disciplina nos horários de chegada e saída, e procurava bem servir a clientela. Mas é que no meu pensamento havia um quê de que algo precisaria acontecer para as coisas ficarem realmente satisfatórias. O fato é que eu não estava curtindo trabalhar tão longe de casa; e tão sem liberdade – a liberdade que eu experimentara nos trem que ligavam o meu bairro ao Rio, por exemplo.

Certo dia (mais cedo do que eu mesmo imaginei; passadas só umas semanas de admissão naquele emprego), eu tomei coragem e conversei com o Seu Luiz a respeito da minha inquietude. Insatisfação não é uma coisa estática, pela minha experiência. Ela é um sentimento crescente, dia após dia. Chega um momento em que a gente tem de dar um passo a frente e confessar o que sente ao patrão. Ainda que meu maior receio fosse o desemprego (o ficar sem um costumeiro dinheiro), tem horas que o dinheiro tem de ficar para trás – em segundo ou último plano. Eu estava apenas aprendendo, naquela insatisfação interior, que não se pode comprometer a felicidade no dinheiro – felicidade e dinheiro têm custos que distam muito entre si: felicidade está para o infinito do sol; dinheiro está circunscrito ao planeta terra. Felicidade é um presentão extraterrestre. E isso eu não sabia à época de balconista.

O que eu também não sabia então, é que há patrões e há Patrão. Quando se tem um bom patrão, não há porque temer uma revelação franca. Nessas combinações (de funcionário fiel com patrão justo e compreensivo), o inimigo da gente é um alienígena que se esconde para meter medo na nossa cabeça quase oca. Em geral, esse inimigo não mora no espaço sideral; ele mora no espaço mental. E ele mete medo na gente enfatizando nossas debilidades psíquicas ou emocionais – uma delas é a timidez. Eu descobri, décadas depois desse episódio, numa boa sequência de pensamentos positivamente contidos na Bíblia, que a gente pode e deve destruir a timidez. Aprendi que até os tímidos, os que não são quentes nem frios, mas mornos, correm sério risco de serem vomitados de uma decisão superior. Mas isso é discurso para quem está escrevendo livros, e eu só estou narrando a minha própria história de superação da timidez diante de um bom patrão, como o Seu Luiz da loja de doces.

Nas minhas condições semi-primitivas, jamais imaginaria a solução que o Seu Luiz deu para o meu caso! A solução que ele deu é muito razoável, e está contida nos manuais de recursos humanos das boas empresas. A droga é que a gente cultiva preguiça, ou não faz caso das santas escrituras trabalhistas, o que é a mesma coisa. Quando um bom funcionário está insatisfeito com aspectos imutáveis na empresa, um bom patrão oferece remanejamento de função. Eu não fazia idéia que o Seu Luiz tinha uma filial da loja de doce no lado chique de Morro Agudo, o meu bairro. E mais: eu não sabia que o meu próximo emprego ficava pertinho do parque de diversão e do cinema, e dos bolinhos de aipim com carne moída da Dona Maria. --- Foi só vencer a timidez e conversar francamente com o bom patrão, que a felicidade juntou o útil ao agradável para mim, em honra a uma coragenzinha de nada. – O balconista falou com o bom patrão.

NÃO RECEIA ISSO, VAI!
Não receies que o destino te contradiga; o destino jamais contradiz os homens que nele esperam, e sempre cumpre as promessas que, em seu nome, fazem os fortes. - Amado Nervo

CRÊ NISSO, VAI! – Eternamente azul
Imagem

INSPIRA-TE NISSO, VAI! – Fiéis e ricos
Música

CONTINUA NA BÍBLIA, VAI! – Fidelizando o caráter (*)
O Juiz de toda a terra, já decretou ao anjo sobre os fiéis: “Não danifiques o azeite e o vinho.”
Apocalipse 6

(*) Caráter: O conjunto dos traços particulares, o modo de ser de um indivíduo, ou de um grupo; índole, natureza, temperamento. (Dic.)

Continuar lendo...

domingo, 23 de janeiro de 2011

SALMOS 8 e 9 — O segredo revelado do Criador

Um menino não suporta o Insuportável

[Dá a mão à tua Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Por conta do Pai, este texto dá vontade de dar as MÃOS]

23/01/2011. Meu pai, enquanto viveu, tocou muitas obras pesadas. Nos tempos de Casarão então, é que ele atingiu o seu máximo nos trabalhos de pedreiro! Ali ele atingiu seu ápice de realizações com cimento, areia lavada, tijolos, brita-zero, marreta, serrote, martelo, picareta etc. Ali também ele atingiu seu descanso máximo – pois poucos anos, após ter de mudar-se para São Paulo com minha mãe e a maninha caçula, ele foi morar numa mansão lindíssima que ele não construíra com materiais de construção; mas, com materiais do coração, do mundo interior do meu pai: o Seu Antônio, de todos; ou o Correa, do irmão Abreu do O Globo; ou, mais carinhosamente, o Tonico, da minha avó Maria da Granja, que morava na Penha, bem pertinho do Rio.

Naqueles dias de Casarão, que coincidira com meus trabalhos nos trens e nos balcões de lojas de Nilópolis e Morro Agudo, sempre que meu pai precisava de mim, para uma mão de servente de pedreiro ou pintor de janelas e portas, me vinha à lembrança a primeira vez que conheci um depósito de material de construção. Morávamos ainda na Rua Lili; e isso, creio, foi no ano de 1968, nos meus nove anos de idade, um ano antes de mudarmos para a Rua Alcides Queiroz, 271, a rua do casarão, e do pé de jamelão da Dona Mirtes. Pois bem: o meu pai me levara ao depósito que ficava do outro lado da linha do trem. Só que eu não imaginara quão longe seria a ida e quão excruciante seria a volta pra casa.

Para chegar ao depósito a gente subia o morrinho da Rua Lili; virava à direita numa rua que descia até passar um riacho estreitinho e muito sujo, coberto por uma laje sem mureta lateral; virávamos a esquerda até alcançar o depósito de material do Português, onde meu irmão mais velho trabalharia; virávamos à direita, paralelo à linha do trem; seguia reto, passando pela escadaria na estação ferroviária, onde a Dona Maria dos bolinhos de aipim com carne moída alimentaria camelôs e Cia; continuávamos seguindo reto até a cancela do trem, onde virávamos à esquerda; atravessávamos a linha do trem; e... Andava só mais uns quinhentos metros até chegarmos ao tal depósito de material de construção, cujo proprietário vendia muito, a fiado, com anotações a lápis numa caderneta.

O balcão, que ficava na altura dos meus olhos, ia sendo coberto das compras do meu pai. Lembro-me que ele comprara um vaso sanitário na cor azul oceano, para as dejeções dos clientes da odontoclínica que ele construíra para alugar na Rua Lili. Ele comprara tantos outros itens amontoados no balcão que obstruiu minha visão da barriga grande que tinha o proprietário, do outro lado do balcão. Aí, o meu pai assinou a caderneta e eu pensei que voltaríamos de caminhão para casa trazendo aqueles materiais de construção. Meu Deus...! O meu pai colocou o vaso sanitário na minha cabeça para eu carregá-lo todo o caminho de volta para casa!

Lembro-me que enquanto o meu pai ia lá à frente, como um sansão destruidor de embrulhos filisteus, escalando a bravas passadas o morrinho da estação, eu tentava segui-lo lá de longe, suando frio de não aguentar mais o peso daquele vaso azul da cor do mar da Galiléia. Será que meu pai não encontrara uma alternativa gradualmente mais didática para ensinar-me resistência à dor? Não sei contar o resto da história, de como sobrevivi os três quilômetros restantes da volta. Não descarto a possibilidade de eu ter desmaiado.

Há momentos na vida da gente que a carga se torna insuportável, pois excede nossa capacidade física, intelectual e emocional. Nessas horas – eu aprenderia após vasos e vasos nada levemente azuis – que a gente tem de suportar situações da vida até desmaiarmos sinceramente. Eu aprendi no corpo e na alma, que quando não podemos mais caminhar sobre o peso do Insuportável, há um Pai do céu que nos socorre enquanto desmaiamos na sinceridade das nossas limitações humanas. Aprendi ainda a desejar caminhar de mãos dadas com meu Pai, pois só assim eu teria certeza que o Insuportável não me veria de mãos vazias. ― Um menino não suporta o Insuportável. ― pequena.nuvem.elyasfm@gmail.com

PENSA NISSO, VAI!
Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus, o meu Salvador. O Senhor Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro! – Habacuque, 2500 anos antes de hoje.

FAZE ISSO, VAI! – De mãos dadas
Imagem

INSPIRA-TE NISSO, VAI! – Sem coração partido
Música

CONTINUA NA BÍBLIA, VAI! – Vivendo isso
O rei da adoração ao Pai garante, pois disse: Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam.
Salmos 8 e 9

Continuar lendo...

sábado, 22 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 05 – Revelando quem manda nesse Reino

Um menino de balcão lembrou-se do dente do João

[Espera tua maior Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto pede para esperar uma BÊNÇÃO]

22/01/2011. No mesmo grupinho dos meninos do trem, comigo, comprando bolinhos da dona Maria, no alto da escadaria da estação de Morro Agudo, do lado direito, no sentido do bairro para o Rio, havia um camelô com sua lata quente de amendoim torrado. Ele mantinha o amendoim bem salgadinho e crocante porque ele carregava fogo dentro da lata. A tecnologia dele era bem simples: a lata possuía um fundo falso cheio de carvão vegetal em brasas.

O uso de carvão vegetal naqueles anos era muito comum – tanto para a siderurgia como para o uso doméstico. Minha mãe, por exemplo, nos tempos da Rua Lili usava ferro de passar roupas a carvão. Eu era apenas um “tampinha” em estatura, mas recordo-me do trabalhão que minha mãe tinha para manter as roupas da gente sempre bem passadas. Era comum, mesmo pessoas simples, como meu pai, usar terno; e minha mãe passava os ternos dele naquele ferro pesadão.

Eu via o ferro de passar e comparava-o com uma grande galinha preta sem pés, com pescoço, mas sem cabeça. O ferro era tipo uma figura de macumba, e não de boacumba. Minha mãe soprava as brasas do ferro, que se abria completamente numa articulação na parte superior traseira. Imagine, há 50 anos, se uma dona de casa, ao passar roupas, soprasse brasas e uma fuligem voasse no paletó de gente metida à besta!

Pois bem, essa história do ferro e do carvão me lembrara novamente do João, o chamado Batista; mas não o da Bíblia, que era um profeta bom, mas aquele do dente de ouro em terno caqui nada bom. Para você que está chegando agora, o João era um irmão da igreja que tinha um dente de ouro, cuja esposa morrera de parto no décimo filho, e cuja casa, exceto o quarto dele, era frequentada internamente por patos e galinhas que faziam uma sujeira infernal na sala e na cozinha horrorosa. Esse mesmo!

A lembrança do ferro a carvão, combinando com o João, se justifica porque eu me lembrara de tê-lo visto na igrejinha em construção, num dos sábados à tarde, após pegar carona na carroça do seu Zé e sua educadíssima mula. Nunca vou esquecer do seu João, como símbolo de sujeira e hipocrisia; porque além dele manter filhos e esposa num quase chiqueiro em casa, ele forçava um sorriso só para mostrar o dente de ouro.

Naquela época eu não tinha tido lições na vida para discernir um João filho da mula ou cão, de um Zé filho da boa fé. Hoje, embora eu já consiga conviver com um desalmado desse quilate, eu tenho mais repulsa do sistema do mundo que tanto enganou o João (pois ele não precisava de dente de ouro na boca, e sim de couro no lombo), como este decrépito mundanismo ainda engana homens, mulheres e mulas modernas.

As mulheres de Deus precisam ter mais fé para conquistar um Zé educado e cheio de fé. Os homens de Deus precisam ter vergonha na cara para não se irritar com fuligens; e trabalhar com a boca bem trancada, para não tomar pancada da vaidade, que se esvai, num sistema perdido de boa vida. - Um menino de balcão lembrou-se do dente do João.

OLHA ISSO, VAI! – Só espera
Imagem

PENSA NISSO, VAI!
A esperança é cheia de confiança. É algo maravilhoso e belo, uma lâmpada iluminada em nosso coração. É o motor da vida. É uma luz na direção do futuro. - Conrad de Meester

GRITA ISSO, VAI! – King of Majesty
Música

CONTINUA LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER ISSO, VAI!
Nesses dias, dirão assim, pelo bem de pessoas como você: Tu, Cordeiro de Deus, fizeste com que essas pessoas fossem um reino de sacerdotes que servem ao nosso Deus; e elas governarão o mundo inteiro.

Apocalipse 5
Continuar lendo...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SALMO 7 - Contra o mundo, confiarei na soberania do Pai do Mundo

Um menino de balcão viu o olhar de um colega de trem.

[Vive e sara tua Felicidade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto pede para observar OLHOS infantis]

21/01/2011. Até o destino final em Japeri, meu trem de Nilópolis, que iniciara a corrida na estação Central, prosseguiria sussurrando mansamente o atrito férreo das rodas contra a face interna dos trilhos. Seu balanço e sons eram memoráveis na minha cabeça. Tinha a sensação de que as pessoas silenciavam no interior de um trem em solidariedade ao urro estridente que aquele gigante bonzinho suportava no trabalho sério. Era como se o trem imitasse a educada mula do Seu Zé, que me dera instrutivas caronas aos sábados, pela estrada do Riachão afora, para levar o lanche do meu pai e de seus amigos pedreiros não-profissionais, para a obra voluntária de construção da igrejinha de “não sei onde” – um lugar “nada a ver”, e muito afastado do campinho de peladas do Ouro Fino, que ficava tipo um quilômetro da Rua Lili dos anos 1960.

O balançar do trem funcionava como um incansável e gentil instrutor de dança para mim. Nos tempos de camelô, a gente se equilibrava na cintura, de um jeito que as pernas ficavam firmes no piso do trem e a bunda ficava meio que bamba. Quem observava a distância via a gente como que dançarinos sem banda de música, mas com alguma bunda dançante. A gente só usava as mãos para servir as pessoas do trem, dando-lhes o produto desejado: picolé, bananada, amendoim torrado, pé-de-moleque etc.; e o troco. A gente não se segurava na chupeta, porque éramos pequenos em estatura, e, principalmente, porque tínhamos de demonstrar profissionalismo – um camelô que se prezava conseguia se equilibrar só nas próprias pernas, não dependia de chupetas.

Numa noitinha daquelas, ao término do expediente no balcão da loja de doces do Seu Luiz em Nilópolis, quando o trem chegara à minha estação de Morro Agudo, notei um olhar meio triste de alguns ex-colegas camelôs. No final do dia, antes de deixar a estação e ir para casa dormir, a gente se reunia por uns 10 minutos em torno da dona Maria, a que vendia bolinhos de aipim com carne moída num cesto bem grande de vime. A dona Maria, que ficava sentada no alto da escadaria, que descia para o lado pobre do meu bairro, era uma senhora bem morena, forte, e com jeito de mãe. Quando camelô eu só conseguia comprar um ou dois bolinhos da dona Maria.

Mas naquele dia eu comprei e comi ali mesmo um tanto de bolinhos; muito mais que dois ou três, pois eu tinha recebido salário na loja de doces. Conforme eu os comia, eu notava que os demais camelôs observavam-me usando calças compridas e Kichute preto. E ficavam admirados do meu poder aquisitivo, pois eu não usava mais chinelos de dedo e podia comprar uma quantidade exorbitante de bolinhos de aipim com carne moída.

Eu teria que viver décadas a adquirir bolinhos, cestos e sandálias até entender que felicidade não é isso. Felicidade não é crescer para ter bolinhos de sobra para comer; ou ter cestos na forma de carros para se auto-engordar; ou ter pés bem calçados para pisar bonito. Felicidade é reduzir-se até compreender mensagens do céu, a brilhar nos olhos de uma criança qualquer. Um menino de balcão viu o olhar de um colega de trem.

OUÇA ISSO, VAI! – Queira ser como criança
Música

OLHA ISSO, VAI! – Paz ribeirinha
Imagem

PENSA NISSO, VAI!
A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. - Horácio

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER, VAI!
E agora, descanse; fazendo das palavras de um bom rei as suas: O Senhor já ouviu a minha súplica; o Senhor aceitará a minha oração.

Continuar lendo...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 04 – Na real idade: incomparável, indescritível Realidade

[Encanta-te com tua Felicidade! Lê mais tua Bíblia, vai!]

[Este texto não compara uma vida de carroça com o CÉU. 20/01/2011].

Retornar para casa — após o dia comprometido com a rotina de ganhar algum dinheiro, que é o que move a vida da gente no sistema do mundo; e adquirir tarefas e informações escolares, que é o que deveria projetar a vida da gente a um bom futuro — era, e continua sendo, um deleite para mim, ou seja, para a minha cabeça de menino que tinha pais. No caso dos deslocamentos de Nilópolis, da loja de doces, para o Casarão do bairro, era ainda mais especial. O trem continuaria meu meio de transporte principal, e nele eu relembrava os dias da Rua Lili, minhas primeiras memórias, que já duram uma eternidade de décadas.

O balanço do trem, certa tarde pós-trabalho, me levara em pensamento ao balanço da carroça do Seu Zé, na estrada do Riachão, que ligava o campo do time de peladeiros (metidos a profissionais) Ouro Fino a não sei onde; mas que era bem distante da Rua Lili, onde eu morei até 1968, o ano anterior ao pouso dos americanos na lua. Nesse “não sei onde” lugar, tão longe quanto à lua para mim, o meu pai juntara-se a um grupo de irmãos da Assembléia de Deus para construir uma igrejinha que ficava, ida e volta, a três horas de carroça puxada à mula.

Minha mãe não faz idéia de como ela me beneficiou na vida, por me destacar entre os sete filhos para levar os lanches das tardes de sábado para o meu pai e sua turma que trabalhava naquela lonjura. --Enquanto a mula puxava fielmente a carroça (que tinha o Seu Zé no comando; eu, de carona; e mais alguns sacos de cimento e um tanto de areia lavada), aprendi muito vendo a mula fazer cocô, e como ela respeitava os comandos do carroceiro.

(1) Quando a mula queria fazer cocô, ela diminuía a corrida; e o Seu Zé respeitava-a, parando de fustigar a barriga da mula com a vara de ritmo de corrida.

(2) Quando a mula disparava numa boa corrida, o Seu Zé mexia o corpo dele como se estivesse dançando sentado.

(3) Quando era para a mula fazer curva, pegando outra estradinha (todas de terra batida), o Seu Zé dava uns dois puxões curtinhos na corda que ligava com a boca da mula, e ela obedecia fazendo um barulho que saía dos beiços moles dela.

(4) E a última aula, é que a mula nunca demonstrava incômodo com os tapa-olhos que a fazia somente olhar para suas patas dianteiras; e nunca para os lados, para não se assustar vendo assombração no mato.

Explico! As minhas lições, aprendidas com a mula e com o Seu Zé, são:

(1) A mula demonstrava “fé - necessária disciplina espiritual”, pois ela seguia um sinal vermelho que acendia na cabeça dela. Sinal vermelho é sinal de perigo: diminua a velocidade; se não, você corre o risco de atirar o seu cocô nos caronas da sua carroça!

(2) Quando sua carroça estiver indo bem pelo caminho afora, aproveite para dançar ao ritmo da sua mula. Se possível, leve-a para dançar (digo, leve-a ao campo para pastar), pode ser que ela deixe de ser estéril após uma alegre dança das carroças.

(3) Bem, essa terceira lição é mais óbvia: nunca torça a cabeça da sua mula quando você precisar virar na estradinha, se não ela não vai querer beijar o carroceiro.

(4) E, a derradeira lição, é que o Seu Zé tratava a mula com amor, e por isso ela olhava para as patas dianteiras, para não despencar todos da carroça num previsível buracão na estradinha.

Em volta do trono havia um arco-íris que brilhava como uma esmeralda.
Imagem

Me derramar...! Prá dizer que Te amo, Pai.
Música

Só os seguidores de Jesus têm um passatempo inigualável neste mundo: eles observam em vida os eventos que antecipam a manifestação do rei do universo. - Elyas Medeiros

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!
Você pode receber um convite para montar uma carroça dos sonhos: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer! – disse Jesus.

Continuar lendo...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SALMO 5 – O segredo do caminhar

[Firma tua felicidade na Verdade! — Leia mais a Bíblia para você ver]

[Este texto diz para abrirmos o olho com o ENGANO. - 19/01/2011].

Meu novo emprego na loja de doces me dera algumas oportunidades. Delas, destaco a oportunidade inaugural de estar sob a autoridade de um estranho. O dono da loja, o Seu Luiz, não era meu parente, nem meu amigo, nem meu inimigo; era um desconhecido; meu primeiro patrão apenas. E como tal, dele vieram as primeiras orientações; os primeiros puxões de orelha; e talvez os primeiros elogios fora do ambiente da família ― naqueles tempos do casarão da Rua Alcides Queiroz, em Morro Agudo, entre os anos de 1969 a 1974.

O Seu Luiz, a minha família e alguns professores da escola fundamental representavam o meu entorno humano. Eles constituíam, quer soubessem quer não, o meu hábitat, o meu sistema visível e tangível, de onde decorria todo o meu suprimento: o material e o intelectual. Em geral, um menino não dá bolas para o sistema humano que o cerca. A gente cresce dentro dele e, em geral, acabamos como produto do sistema em que vivemos. E isso é muito limitador à compreensão do que quer que exista do lado de fora do sistema.

Até uma criança entender o que é sistema humano leva um século; o tempo limite para morrer. Até esta criança entender que ela não necessita ser pautada pelo sistema levaria uma eternidade, se não fosse Deus intervir no sistema humano, e riscar, em seus limites, uma passagem para o outro lado do sistema de vida deste mundo artificial. Explico!

No balcão da loja de doces do Seu Luiz, eu conheci a verdade e a mentira. A verdade é que dentro das caixinhas de doce havia de fato certo tipo de doce: bananada, geléia, pé-de-moleque, balas, paçocas etc. A mentira é que o tal doce continha sabores e cores artificiais, e as crianças aprendem a viver com sabores e cores artificiais na vida; se acostumam a viver de prazeres doces coloridos artificialmente. Elas e nós crescemos para adquirir e ter prazer em coisas artificiais. A elas e a nós, o sistema encobre a verdade.

Não é que o sistema esconde a verdade; o desgraçado finge; falseia; falsifica a verdade. O sistema vigarista faz com que a gente pense que mentira é verdade. O maldito sistema, que cerca os seus Luízes das empresas, das famílias e das escolas, sobrevive na mentira. A sua arma é o Engano. Ele tanto engana aos olhos infantis, que se deliciam nas cores de uma geléia de bar, quanto engana aos olhos experientes, dos que sobrevivem para chorar caixões que partem do cemitério.

Eu comeria muitos doces artificiais, choraria muitas lágrimas sinceras de despedidas, até ser ensinado, pelo Pai das Luzes e dos Luízes, que há um doce rasgo no véu que limita o sistema mundano deste maldito Engano. E o Engano tem nome e endereço fixos; ele pode ser identificado para ser destruído pelas gentes da Verdade.

Vem me socorrer
http://www.youtube.com/watch?v=DdVSj46kAbk

Curvas no caminho
http://1.bp.blogspot.com/_0OIuN5ZOWUw/Smem2S2Sj1I/AAAAAAAAEhc/RWgPdGQ1abI/s400/ENGANO.jpg

A vida é uma missão. Qualquer outra definição de vida desorienta aqueles que a aceitam. Religião, ciência, filosofia, embora ainda discordem em muitos pontos, concordam em que toda existência tem um objetivo. - Mazzini.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!

O salmista, experiente com o engano na vida, diz: Senhor: guia-me na Tua justiça, por causa dos meus inimigos; endireita diante de mim o Teu caminho.

Continuar lendo...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 03 – Orientações vívidas aos que ainda ouvem

[Este texto põe o ENSINO no meio da vida. 18/01/2011]. O caminho de acesso aos melhores picolés dos trens da Central do Brasil era longo, para um camelô que vivia de percorrer seus dias com os pés em sandálias. Da estação de Nilópolis à Picoleteria dos Sonhos, que ficava ao lado de uma loja de doces de esquina, eu gastava uns cinquenta minutos andando – a duração de uma aula na escola. Com o passar de poucos dias, a rotina e a fadiga me diziam que algo precisava ser feito para melhorar as coisas.

Eu não poderia fazer da atividade de camelô o meu teto profissional. E ainda tinha a escola! E eu levava os estudos muito, mas muito, a sério. “— Como vou conciliar o ganhar dinheiro, para meus desejos de menino, com minha progressão na escola?” - pensava eu. Nem escola nem trabalho foram minhas motivações para viver; eram desafios muito relevantes, apenas isso. Eu os considerava obstáculos a serem superados. Era como se minha vida fora desenhada para percorrer um único caminho, e de mão única, que subia uma montanha de trabalho e estudo, cujo topo eu levaria anos para avistar.

Estudar e trabalhar constituíam o software do meu cérebro. Era como se eu tivesse sido programado para aquilo – ganhar dinheiro para ter coisas e estudar para passar bem de ano. Nenhuma daquelas atividades mostrava felicidade para mim. Mas, como entre um dia e outro dia há uma noite que revigora, entre um pensamento de menino e outro há o Pai dos pais que cuida da gente, lá do alto da montanha. – Num daqueles dias, após a exaustiva caminhada à picoleteria de Nilópolis, parei na calçada do outro lado da rua, aguardando o pouco fluxo de carros parar no semáforo. Naqueles segundos, notei uma loja de doces ao lado da Picoleteria dos Sonhos de uma forma que eu não havia percebido antes. Vi um homem, aparentando ser o proprietário, acondicionando caixinhas de doce dentro de uma caixa maior de papelão. Aparentemente ele não tinha ajudante; não tinha empregado-caixeiro de loja. O sinal do trânsito abriu... Fechou... Tomei coragem... Levei meus pensamentos a serio... E abriu.

Quando o sinal fechou novamente eu já estava dentro da loja de doces do Seu Luis pedindo meu primeiro emprego fora dos trens. Fui contratado na hora! Teria um salário superior aos lucros dos picolés; trocaria as sandálias por um Kichute pretinho em folha; não correria mais dos rapas; teria horário fixo para trabalhar e para estudar. Como é bom ser promovido na vida!

Muitos anos foram necessários passar; muitas promoções foram empenhadas na minha vida até que eu avistei o Pai, lá no alto da Sua montanha. Aí e só aí, quando se tem uma noção de quem é o Deus Pai, é que a gente alcança o topo da Sua montanha, e passa a voar sobre os vales da nossa própria peregrinação. Como foi bom levar o trabalho a sério. Como foi bom levar o estudo a sério. Ambos têm me levado nessa escalada da montanha do Pai. E, por ora, consigo uns carinhos dele... Mas não vejo a hora de não ser obrigado a sobrevoar mais as minhas peregrinações na envelhecida Baixada Fluminense, para poder sobrevoar o outro lado da montanha do Pai.

Despertando
Imagem

The morning after
Música

Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora. - Sidarta Gautama

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!
O Senhor Jesus nos avista lá da montanha, pois diz: Eu sei o que vocês estão fazendo.

Continuar lendo...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SALMOS 3 e 4 — O segredo do sono

[Este texto dá sossego na NOITE.] 17/01/2011.

Enquanto o trabalho é prazeroso, a noite é recompensa. O sono de um vendedor ambulante, ainda menino nos trens da vida, só se perturba por ruídos do dia. O mundo interior dos meninos agasalha na noite o silêncio original da criação. Ali há repouso; um renovar da imaginação. É como o apagar da lousa do instrutor sábio; é a bênção do recreio a renovar energias ao aprendiz que cria seus sonhos.


Aos onze anos de idade, no interior dos trens, sempre aprimorando na qualidade e nas vendas de picolés, me via assim, construindo sonhos; o sonho de ter um jardim; de poder calçar Kichute, e não sandálias Havaianas; sonho de ir ao cinema e ao parque de diversão em um mesmo fim de semana; o sonho de possuir um relógio Seiko; já, uma bicicleta Monareta, ah meu Deus, que sonho! Tudo para o sonho mais alto de todos: correr as ruas com o bando de amigos da elite do bairro, que a todos zoavam com suas bicicletas com cornetas, nas noites quentes da Baixada. Estes eram meus sonhos; eu os construía e os vivia.

Com o passar dos anos eu havia desaprendido de construir meus sonhos. Materializar sonhos tornara-se obrigação; uma expectativa externa a corresponder; um ruído estranho nas minhas noites e dias. Ir dormir deixara de ser prazer de descansar; passara a ser mandamento do relógio Armani. Vinte e quatro horas de relógio deixam de ser suficientes quando nelas não cabem nossos sonhos. Obrigações internas matam os sonhos externos da gente. E eu teria de reaprender a converter a rotina do trabalho e do estudo em prazer de trabalhar e estudar.

Chega um tempo na vida da gente que é preciso reencontrar o sábio instrutor; e ouvi-lo; e dele reaprender; e recrear-se.

Nesta madrugada (17/01/2011), preferi novamente o ônibus ao avião no regresso ao trabalho, de Beagá para Brasília; valorizaria mais as onze horas de estrada na noite, que os cinqüenta minutos na claridade do sol da manhã. Valeu a pena! Eu estive cara a cara com Deus, com meu Pai que fez a lua. Foi assim: às três da madrugada eu acordara, mas não abrira os olhos. Permaneci com eles fechados e me veio à memória o texto que escrevi ontem – o texto que lembra que vi a lua às três da madrugada, no fundo do meu quintal da Rua Lili, na saída para o passeio a São Vicente. Então eu, com meu olhos fechados, agradeci ao Pai, por aquela experiência linda de menino, tida aos cinco anos de idade.

Quando terminei de agradecer, aos 51 anos de idade, abri meus olhos, meu rosto voltado para a janela à direita, e a lua estava lá, às três horas do meu relógio Armani. Eu vi isso! Eu reencontrei o prazer de ir para o trabalho de ônibus. E isso eu jamais sonharia que aconteceria de novo.

Paz
http://www.youtube.com/watch?v=JtD3gb3AiTo

Luz na noite
http://butterflyz.blogs.sapo.pt/arquivo/lua%20noite.jpg

Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento. - Abraham Maslow

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!
O segredo do sono está nas páginas da vida: — Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.

Continuar lendo...

domingo, 16 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 02 - Prêmios maravilhosos, advertências terríveis

[Este texto incentiva-nos à VITÓRIA.] 16/01/2011.

Não lembro o caminho que percorri para achar a melhor picoleteria do mundo dos camelôs da Baixada. Não saberia explicar, mesmo para o meu melhor amigo vendedor de picolés, como ele faria para também chegar aos picolés cremooosos e gostooosos que estouravam as vendas nos trens. Só sei que a picoleteria fica do lado direito da estação de Nilópolis para quem vem do Rio. Não fica à esquerda de jeito nenhum; fica à direita. Depois de umas tantas tentativas eu alcancei a maravilhosa picoleteria - ela fica ao lado do depósito de doces do Seu Luis. É tudo o que eu posso dizer de dica para se chegar lá.

Mas o caminho que percorri tantas vezes, até encontrar a picoleteria dos sonhos, me deu oportunidades de, caminhando, relembrar coisas lindas vividas e sonhadas nos tempos da Rua Lili em Morro Agudo. - Quando eu era apenas uma tampa de panela em estatura (creio que não fazia muitos meses que eu aprendera a andar) tive um sonho de olhos abertos numa madrugada especial na Rua Lili.

Meu pai acordou a família inteira, lá pelas três da madrugada, para nos aprontarmos para uma viagem memorável. Fomos de Morro Agudo, RJ, para São Vicente, SP, de Cometa. Não o cometa astro, mas o Cometa ônibus - até porque não creio que exista um astro que voe tão suave e sem histórico de trombar nas rochas das curvas da Dutra.

Pois bem; saí da cama, e por algum auxílio de minha mãe ou de minha irmã, eu estava pronto e vestido para a linda odisséia a São Vicente. Enquanto os demais se aprontavam, eu saí sozinho, no escuro da madrugada, para o quintal dos fundos. Tenho certeza de que aquela foi a primeira madrugada linda de minha existência. Eu nunca antes havia visto a lua e as estrelas. Meu Deus! Fiquei em êxtase. Até me lembro da posição no céu em que a lua se encontrava naquela madrugada. Da porta dos fundos da casa, para quem olha para o muro da casa dos amigos Eliseu, Oséias, Isaías e Ester, a lua estava no alto à direita, às três horas do relógio. A lua estava na linha do pé de mamão da casa da Luciana, a menina que viera com a família do nordeste para a Baixada. Tudo o mais, em volta da lua, eram estrelas maravilhosamente azuis cintilantes. Uma coisa de enlouquecer!

Quem estivesse ali teria todo o direito de saudar aquela maravilhosa vista, soltando fogos barulhentos de artifício. Mas eu fiquei quietinho. Fiquei olhando para ela. E me veio um pensamento que dá até para escrever um livro sobre aquele pensamento. Eu pensei no fim do mundo. E eu gostei do que eu pensei. Gostei porque eu cresceria para salvar toda a minha família do fim do mundo - esse foi o meu sonho acordado. Um sonho, tão forte, que impedirá que meu mundo se acabe; jamais.

Imagine
http://www.youtube.com/watch?v=-b7qaSxuZUg

Veja bem
http://1.bp.blogspot.com/_NmAfGD8iatg/SqBVcbwFqtI/AAAAAAAAACk/xaiWQFySaTI/s400/Imagina%C3%A7%C3%A3o1

A felicidade é a fruta final e perfeita da obediência às leis da Vida. - Helen Keller.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!
O Senhor Jesus diz: Aos que conseguirem a vitória eu darei do maná escondido. E a cada um deles darei uma pedra branca, na qual está escrito um nome novo que ninguém conhece, a não ser quem o recebe.

Continuar lendo...

sábado, 15 de janeiro de 2011

SALMOS 1 e 2 — O segredo da felicidade

[Este texto escancara o segredo da FELICIDADE.] 15/01/2011.

As vendas de picolé iam bem. O ambiente era produtivo e cooperativo entre os camelôs dos trens. Havia tempo e algum dinheiro para eu ir ao parque de diversão no lado chique de Morro Agudo. A escola não intimidava com tarefas insolúveis. O desafio insuperável era mesmo o meu quintal; era muito grande para meus recursos de jardinagens. Mas era ok, pois minha mãe e eu cooperávamos na manutenção de um pequeno jardim, e eu sabia apreciar as cores e texturas das flores.

Mas há sempre uma insatisfação; um motorzinho dentro da cabeça da gente querendo rodar para mais longe e com maior ímpeto. Então resolvi que teria de vender mais picolés que meus colegas de trem. Senti-me obrigado a superá-los. Nesse ponto cometi um crime contra minha própria felicidade. Não há nada de errado em desejar ser o maior vendedor de picolés do planeta. Também, nada de errado em não querer ser vendedor de picolés a vida inteira.

O crime à felicidade está em matar o prazer; em matar a paixão da vida da gente. A felicidade morre quando morre o amor; morre quando morrem sonhos puros; morre quando os sonhos cedem à vaidade, ao pecado de querer superar o desempenho de colegas, por exemplo. Amar é sonhar com pureza na alma da gente. E isso: o prazer; a ambição mata, assassina a felicidade da pureza.

Peguei minha caixa de picolés e rumei decidido para Nilópolis; encontraria a picoleteria mais famosa do mundo dos camelôs. Desconhecia os crimes à felicidade.

Hoje, retornando de meu “passeio romântico noturno”: onze horas de viagem de Brasília para Belo Horizonte, no fretado da Rota Mineira Tour, com chegada às 06h30 no terminal rodoviário. Tomei outro ônibus, um suburbano, para Lagoa Santa, onde passo os fins de semana ao lado da família, após a semana regular de trabalho.

Desço na parada de ônibus, a uns mil e quinhentos metros de casa. Nos primeiros quinhentos metros veio-me à lembrança o resultado de um período de reflexão na Bíblia, lendo-a na noite: “Sensibilidade! Atente para sua sensibilidade!” Nesse exato momento, havia um caminhão de coleta de lixo orgânico parado à direita na rua que subia.

Os lixeiros se demoravam em atirar a grande quantidade de lixo do restaurante da esquina para a traseira do caminhão. Eles atiravam lixo com jeito de quem brinca. Um saco de lixo foi arremessado sobre um lixeiro mais experiente. Agarrou no pescoço dele um pedaço de sacola plástica com restos de alimento. Aí ele gritou: “Ô seu puto! Joga o lixo no lixo. Né ni mim não!”. O sacana do colega, inexperiente em atirar sacolas de lixo, respondeu: “E tu é o quê, pô?” O caminhão ronca o motor. Eles esquecem a brincadeira. Pulam naquela traseira de ferro, fedida e feia, e seguem o dia na gozação – um quase prazer de atirar lixo, na cara um do outro. Os lixeiros seguiam com vontade de viver.

Senti que o prazer de viver tira felicidade até do lixo.

Soube que me amava
http://www.youtube.com/watch?v=W615voGx7F8

Felicidade
http://4.bp.blogspot.com/_vbWNoRoFv1U/TDvd7_DPMoI/AAAAAAAAAFA/3CBdMXYNMAo/s1600/felicidade1.jpg

A busca incessante da felicidade nos priva de vivê-la a cada dia. – Elba Lucas

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! O segredo da felicidade está nas páginas da vida: — Feliz quem tem o seu prazer na lei do Senhor Deus, e nela medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

Continuar lendo...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

APOCALIPSE 01 – Igreja, Estado: olhem, todos!

[Este texto observa PERSEVERANÇA pura.] 14/01/2011.

Sobreviver à perseguição tonifica a vida da gente. O Rapa havia perseguido a mim e aos meus colegas camêlos naquele dia de trem entre as estações de Edson Passos e Mesquita, na Baixada Fluminense – mas ele perdeu na corrida! Quando um grande alguém perde, um menor alguém vence. E não é só uma questão de vencer – é uma questão de gostar de vencer. Esse negócio de correr do inimigo nas estações de trem cria nos camelôs uma perseverança danada.

Aquilo fazia com que a gente se especializasse em vender picolés com uma velocidade enorme. A gente tinha um olho no cliente e outro na porta do trem. Um rapa, ao adentrar um vagão de trem, é facilmente reconhecido pelos camelôs. Rapa é arrogante, soberbo, autoritário. Ele traz na cara dele que ele é rapa; que é um cara detestável. Um metido a besta!

Camelôs são especialistas na identificação de rapas. Éramos também especialistas em solidariedade entre camelôs. Nós trocávamos nossos picolés! Tínhamos todo um estoque de picolés à nossa disposição! Quando passávamos um pelo outro a gente dizia assim: “Tem de quê aí?” Escolhíamos o sabor que quiséssemos. A novidade de sabor que surgisse naquele dia era imediatamente difundida aos ouvidos dos demais camelôs. Sobre um picolé excepcional, a gente perguntava: “Comprou onde?” Éramos diretos no diálogo. Tínhamos de estar atentos aos disfarces, ao engano, do nojento rapa. Nenhum camelô, que conheci, sonegou-me informação.

Foi assim que descobri novas ocupações profissionais. Eu escutava as dicas dos meus colegas camelôs. Foi assim que eu achei uma melhor picoleteria; em Nilópolis, a picolesópolis dos picoleseiros – a capital internacional do picolé cremoooso e gostoooso.

CANÇÃO: East to West
http://www.youtube.com/watch?v=s6zdihmwy1M

IMAGEM: Perseverança pura
http://michellemartins.files.wordpress.com/2007/04/perseveranca.jpg

WENDERSON S. PIRES
Tristezas são meras curvas entre o caminho da perseverança e a vitória.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER!
O Espírito Santo diz: Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Eu sou aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para todo o sempre. Tenho autoridade sobre a morte e sobre o mundo dos mortos.

Continuar lendo...

LUCAS 24 – A morte é uma furada; não reteve a Água da Vida

[Este texto apresenta-lhe a palavra SENSIBILIDADE.] 13/01/2011. Sair daquela “caverna” fria, feia e fétida foi uma coisa fácil para mim, um camelozinho que começara a aprender a olhar para frente. Sob a plataforma, agachado no piso de brita, observando os trilhos estendidos a três metros de meus olhos, tendo a caixa de picolés devidamente protegida pela alça que circundava meu pescoço, eu esperei que passassem três trens. Da caverna, você não avista o trem inteiro; só avista a parte de baixo; avista as rodas de ferro.

Passou um trem; veio um intervalo silencioso. Passou outro trem; no silêncio deste segundo trem, o rolar das pesadas rodas do trem me apresentaram à idéia que Deus teve de criar o movimento e a sensibilidade nas bactérias há quatro bilhões de anos – uma eternidade!

E, então, passou o terceiro trem. Era hora de abandonar aquela caverna para nunca mais retornar ali. Escalar o um metro e meio de elevação da estação para pisar novamente na plataforma seria uma desafio pequeno para um camelô confiante. E sempre haveria algum adulto que estenderia a mão e me tiraria do leito dos trilhos. E houve.

Já de volta à plataforma, esfreguei uma mão na outra, como se me limpando de sujeiras da caverna. Peguei o próximo trem. Eu me via resoluto e corajoso na saída da caverna. “Acharei o camelô dos picolés de creme” – fixei meu pensamento nessa meta. Eu perguntaria ao camelô experiente onde ele comprara aqueles picolés que vendiam fácil, pois chegara a hora de eu vender muitos picolés cremooosos e gostooosos. Chegou a hora de eu faturar um dinheiro grande.

Eu pusera meus olhos nas plantas e no gramado, as coisas essenciais para embelezar o nosso quintal do Casarão. Os meios essenciais para a felicidade eu aprendera na caverna: movimento e sensibilidade... Minhas pernas que suportassem o meu coração!

CANÇÃO: Sobrenatural
http://www.youtube.com/watch?v=GXg4qIrdfkY

IMAGEM: Viver
http://3.bp.blogspot.com/_Yw3vvy53K4I/S6tbxuCvWqI/AAAAAAAAVos/fgHXJSUubqo/s400/amar_e_viver_03.jpg

FIÓDOR DOSTOIÉVSKI
A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo.

313 SERES HUMANOS é uma dimensão atual da lista Pequena Nuvem.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – Os discípulos do caminho de Emaús disseram:
Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, ELE nos falava, e quando nos revelava as Escrituras?

Continuar lendo...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

LUCAS 23 – A morte atinge o imortal

[Este texto leva-nos ao MONTE.] 12/01/2011. Aquele encontro singular, no interior de um vagão que rumava para o Rio, entre um camelô adulto e outro camelozinho principiante como eu, me fez pensar na vida à frente. Pela primeira vez eu me afastaria de recordações do passado, as da Rua Lili, e tive minha mente olhando para frente, para cenas de possíveis futuros. A experiência de olhar para o passado nos ensina muita coisa; ensina-nos a tomar decisões que evitam a dor e as lágrimas de arrependimento. Mas elas não nos ensinam a almejar algo melhor na vida.

Já uma inspiração de boa possibilidade futura, essa sim, mexe não só com a cabeça, mas com as pernas da gente. Aí aconteceu de surpresa uma gritaria danada no trem: “rapa, rapa, rapa!” Nessas horas que os fiscais entram num trem, a decisão da gente é um instinto que nasce nas pernas e toma a direção do vento. Os camelôs corriam no sentido contrário ao destino do trem. Corriam para o interior, e não para o Rio. Eu não só corri na direção da Baixada, como tomei as asas do vento. No que o trem parou na estação de Edson Passos, pulei do trem para os trilhos a fim de me esconder do impiedoso Rapa.

Naquela estação havia uma “caverna” onde dormiam mendigos. A caverna ficava debaixo da plataforma, que era feita de lajes a pouco mais de um metro e meio do chão de brita. Eu entrei ali. Os mendigos já haviam saído para trabalhar. Mas havia cocô e urina de gente. E fedia muito! -- Nessas horas você não apenas esquece o passado como aprende a fazer perguntas importantes a si mesmo. Eu aprendera a perguntar “Para quê?” Aprendi que a pergunta “Por quê?” me levava a olhar para o passado. A pergunta “Para quê” me tornaria um sonhador.

Naquele dia eu aprendi que viver um mundo de merdas não era para mim! O preço desse novo mundo, um mundo limpo, e sem correrias, deveria ser muito elevado para um camelô; mais elevado que a estação do trem, com certeza. Mas, eu descobrira, anos à frente, que esse preço, o meu Pai conseguiu pagar milênios atrás. Ele pagou um preço altíssimo... Por mim e para mim.

CANÇÃO: How can you refuse Him now
http://www.youtube.com/watch?v=sIgKcJDjWvk

IMAGEM: Por mim
http://www.grandesmensagens.com.br/wp-content/uploads/2010/07/culpa.jpg

FRASE: A amizade é um amor que nunca morre. - Mário Quintana.

291 seres humanos é uma dimensão atual da lista Pequena Nuvem.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O Senhor Jesus diz: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

I - O camelô dos trens da Central do Brasil

Continuar lendo...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

LUCAS 22 – Uma ceia à dor inacreditável

[Este texto grita pela AMIZADE de Deus.] 11/01/2011.

Cedo descobri que havia hora certa e hora errada para eu vender picolés nos trens suburbanos do Rio. As horas erradas são as que coincidem com os extremos de um dia de trabalho – os passageiros não querem se não chegar a seus destinos. Hora boa é aquela em que a gente podia percorrer o interior do vagão e avistar todo mundo, de um extremo ao outro – até porque, era preciso ficar de olho no Rapa, o inimigo N. 1 dos camelôs.

Quando surgia um Rapa no trem, dava tempo de a gente correr vários vagões fugindo dele. E sempre havia alguém para esconder minha caixa de picolés enquanto eu me disfarçava do fiscal, passando-me por filho de qualquer passageiro adulto. Mas teve um dia em que eu avistei no outro extremo de vagão não um Rapa, mas um concorrente. Enquanto eu anunciava meus picolés, gritando assim: “Picolé é 100, vai?” Esse outro camelô dizia: “Picolé é 100, é cremoooso, e é gostoooso, vaiii?” Aí eu notava que enquanto eu vendia um picolé por vagão, ele vendia todo o estoque dele sem praticamente ter de percorrer os demais vagões.

Mas minha maior surpresa foi no momento em que nos cruzamos no vagão, e ele fez sinal de que queria trocar um picolé dele pelo meu. Escolhi um picolé de morango, cremosíssimo! Irresistível, se comparado ao meu - puro gelo com açúcar vermelho. Éramos dois camelôs compartilhando seus meios de vida num trem a correr para o Rio. Aquela troca amistosa de nossos picolés muito em breve mudaria minha vida. Meus dias de camelô estariam contados.

Às vezes olho pra trás / E percebo por onde caminhei / A lembrança me traz a razão / Lucidez de tudo que encontrei / Mesmo tendo explicação / Teu amor me leva a prosseguir / Pois tudo que eu vi não é tudo o que eu preciso aprender.

CANÇÃO: Tudo que eu vi não é tudo que eu preciso aprender - Palavrantiga
http://www.youtube.com/watch?v=9x9qwo3RJyg

IMAGEM: Sede de Ti
http://4.bp.blogspot.com/_d3EW59RNZW0/SxULmmSSZ1I/AAAAAAAAFJU/Irv-HGu1hic/s1600/sede1.jpg

FRASE: Uma árvore floresce na seca; tudo porque ela tem sede, e não apenas um desejo. - Elyas Medeiros.

261 seres humanos” é uma dimensão atual da lista Pequena Nuvem.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O Senhor Jesus diz: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

I - O camelô dos trens da Central do Brasil

Continuar lendo...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LUCAS 21 – É tempo de sem-vergonha de Verdade

10/01/2011. Na manhã daquela segunda-feira, após uma noite repousante no Casarão, tendo conhecido a maravilha das músicas tocadas no clube Vasquinho, saí para mais experiências de venda de picolés no trem. Enchi minha caixinha de isopor com as sugestões da Dona Célia, a dona da picoleteria, e rumei para a estação, pelo mesmo caminho que se vai para o clube. Em determinado ponto da rua paralela à linha do trem, a gente pegava um atalho em aclive para a linha do trem e caminhávamos sobre o leito da ferrovia.

Esse caminho permitia que eu pulasse a estação evitando pagar o bilhete do trem. Antes de o muro ser construído, não era vergonha pular a estação – especialmente os camelôs, que já eram um tipo de gente clandestina. Mas aquilo não me deixava muito confortável. Eu sabia que era errado; que era uma esperteza boba e perigosa. Mas eu não tinha o caráter de um homem grande, para viver direito.

Aquela prática de pular a estação, para economizar uns trocados do preço da passagem, me levava sempre à lembrança de um episódio extremamente vergonhoso, sofrido por um homem naquela estação Comendador Soares; isso lá nos anos 1966, quando eu ainda morava na Rua Lili. – Um homem fora apanhado roubando galinha e botijão de gás numa das casas do bairro, e fora humilhado na estação; bem cedinho, quando ela estava repleta de trabalhadores que pegavam o trem no sentido do centro do Rio. Os policiais penduraram as galinhas num cabo de enxada e colocaram aquele cabide de galinhas sobre os ombros do pobre ladrão. As pessoas riam e xingavam o homem de nomes feios.

Eu vi aquilo e aprendi que, por muito pouco, pessoas, ainda que humildes, podem passar grande vergonha diante de multidões. – Eu teria de deixar de ser esperto, pulando estações da vida, para não ser feito de bobo diante da Vida.

CANÇÃO: Invoca-me! Diante do Trono
http://www.youtube.com/watch?v=psbf6yPiZZA

IMAGEM: Abraço no Pai
http://1.bp.blogspot.com/_iKQZ-d3ywP4/TFCb0b5htwI/AAAAAAAAADY/22aUo6GXYbs/s1600/abra%C3%A7o.jpg

FRASE: Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles; eles estão onde devem estar. Agora, lhes dê alicerces. - Henry David Thoreau

241 seres humanos é uma dimensão atual da lista Pequena Nuven.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O Senhor Jesus disse: Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do Homem.

Continuar lendo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

LUCAS 20 – Segredos que acham o Pai

09/01/2011. Num daqueles dias do ano 1969, no Casarão, eu ouvi meus irmãos, Lando e Sônia, os mais velhos, mencionarem uma banda famosa que havia tocado no clube de Morro Agudo, que ficava do lado chique do bairro, do outro lado da linha do trem. Para ir ao Vasquinho, num daqueles fins de semana, não era difícil, mas era longe; e íamos a pé pelas ruas escuras de terra batida. Saindo do Casarão, a gente pegava a rua paralela à linha do trem e caminhávamos uns dois quilômetros até a cancela do trem – onde os ônibus cruzavam os dois lados do bairro. Dali a gente seguia transversalmente, à direita da linha, uns quinhentos metros, e virávamos à esquerda na esquina de um depósito de material de construção que eu estivera com meu pai no tempo da Rua Lili.

Num daqueles fins de semana, venci parcialmente minha timidez crônica, e fui sozinho, escondido do meu pai, ao Vasquinho. Comprei o bilhete na portaria, e entrei meio desajeitado naquele ambiente de homens e mulheres dançando num salão não muito sofisticado, mas bem aconchegante. Havia luzes multicoloridas que acompanhavam os ritmos das músicas. Eles tocavam música lenta, música muito boa para dançar abraçados. Eu tinha vontade de dançar, mas era tímido, de pequena estatura; eu tinha só 10 anos de idade. Terminou uma música... E começou outra música que incendiou meu coração. Incendiou tanto meu coração que ao retornar para o Casarão, naquela madrugada, me dentei na minha cama de campanha no salão superior, aquele, dos morcegos, e... E chorei umas lágrimas, que chegaram a molhar meu travesseiro – a música que eu ouvira era linda demais! Eu só não entendia o que a letra dizia, mas a música era linda demais! – Quarenta e dois anos se passaram... Hoje é domingo. Estou nas montanhas de Campos do Jordão, numa pousada chamada Telhado de Ouro – muito aconchegante! Aí tocou aquela música dos tempos de Vasquinho. A música é linda demais! Subi para meu quarto, liguei o som bem alto e dancei com meu travesseiro... Lágrimas molharam meu travesseiro. A música me diz: Oh! Pensando em nossos tempos de juventude / Só tinha eu e você / Nós éramos jovens, selvagens e livres / Agora nada pode te tirar de mim / Nós já estivemos naquela estrada antes / Mas agora já acabou, / E você voltou para ter mais de mim. -- Fui achado pelo meu Pai. Ele me achou quando eu chorava sozinho no travesseiro do meu quarto.

CANÇÃO: Heaven – Bryan Adams
http://www.youtube.com/watch?v=sjPWqB5VHXo

IMAGEM: O paraíso do Pai
http://2.bp.blogspot.com/_jVOY5NyvxeI/TDaiCimXt6I/AAAAAAAABuo/Y1txE0Dw1vA/s1600/A+COR+DO+PARA%C3%8DSO+GRANDE.jpg

FRASE: A grande tolice da humanidade foi fazer do amor uma idéia; o amor é o instinto; dar-lhe cérebro é entristecê-lo. - Godofredo de Alencar.

240 seres humanos é uma dimensão atual da lista Pequena Nuven.

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O Senhor Jesus disse: Dê a Deus o que é de Deus: suas lágrimas.

Continuar lendo...

sábado, 8 de janeiro de 2011

LUCAS 19 – Há um Rei que chora para salvar

08/01/2011. Na saída do meu irmão, o Lando, para trabalhar naquele dia no depósito de material de construção, que ficava perto da estação de trem; e depois ir à escola, o Colégio Morro Agudo, que era vizinho do Casarão do Alcides, lembrei-me do meu primeiro dia no “jardim da infância”. Eu devia ter só uns quatro ou cinco anos de idade. Eu não sabia ler nem escrever. E ainda morávamos na Rua Lili.

Mas um episódio vivido no interior da sala de aula naquele dia marcaria minha memória, por ter sido uma coisa muito triste. – A escolinha, ficava no fim da Rua Lili, à esquerda da minha casa, na extremidade oposta ao Morrinho. Ali, um entrocamento de ruas, trabalhava o barbeiro João, um crente sério. Tinha o bar do Seu Sebastião, um nordestino gente boa. Havia outro bar, onde eu comprava pé-de-moleque e bananada. E havia um armazém, que vendia feijão na concha.

Entre o armazém e o salão do João havia uma casa esquisita de dois andares; ela era não-acabada e muito feia. Mas o mais feio foi o que eu vi na sala de aula. Era uma sala sem janelas e sem reboco nas paredes; era uma ambiente só nos tijolos. As lajes da casa-escola também não eram rebocadas, e pingava chuva daquela laje da sala de aula. Portanto, era uma sala feia e fria. Não havia carteiras individuais. Para as crianças sentarem, formaram um mesão no formato de U, com bancos inteiriços feitos de pau muito duro, e quinas que marcavam as coxas das crianças, que ficavam com as pernas suspensas do chão. Naquela feiúra, friagem e dureza da professora, uma menina, sentada frente a frente comigo, urinou na saia.

Quando a criança Mané, vizinha da menina, sentiu a urina escorrendo no banco, a manezinha gritou: “A fulana mijou aqui...!” De imediato, a reação na sala foi uma coisa absurda! Eles vaiaram a menina que fez xixi na saia. – A coitada ficou em pânico moral! – Em silêncio, eu assisti aquilo, e fiquei pensando nos horrores que deviam estar ocorrendo na cabeça daquela criatura indefesa, como nós todos éramos.

Aprendi que este mundo precisa de escola muito superior a essas drogas de ensino-droga que ainda temos por aqui!

CANÇÃO: War of my life – John Mayer
http://www.youtube.com/watch?v=h8_Y_1psB6g

IMAGEM: Tristeza
http://3.bp.blogspot.com/_Mh_bOCVaIyM/TQa6uDVI85I/AAAAAAAAAOw/P6F2Gc0gbqA/s1600/tristeza.jpg

FRASE: Lágrimas vertidas liberam espaço para as águas de Deus na alma. - Elyas Medeiros

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O médico LUCAS disse: E, quando Jesus ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.

Continuar lendo...