Entre, o mundo interior é teu!

Neste meu mundo, dentro deste coração, você apreciará reflexões sobre a obra do Impecável Carpinteiro. Ele é aquele que não cobra pelos serviços que presta; na verdade, ele pagou ao mundo o direito de aliviar o peso do madeiro sobre os ombros de seus amigos, os viajantes da existência. Meu blog é dedicado, consagrado, a Jesus, se é que terei a honra e a competência de construir algo respeitoso ao Eterno, ao que foi morto, e agora vive. Vive e intercede por gente simples; gente que procura entender corações e mentes de outras gentes simples, modestas, espontâneas.

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sábado, 8 de janeiro de 2011

LUCAS 19 – Há um Rei que chora para salvar

08/01/2011. Na saída do meu irmão, o Lando, para trabalhar naquele dia no depósito de material de construção, que ficava perto da estação de trem; e depois ir à escola, o Colégio Morro Agudo, que era vizinho do Casarão do Alcides, lembrei-me do meu primeiro dia no “jardim da infância”. Eu devia ter só uns quatro ou cinco anos de idade. Eu não sabia ler nem escrever. E ainda morávamos na Rua Lili.

Mas um episódio vivido no interior da sala de aula naquele dia marcaria minha memória, por ter sido uma coisa muito triste. – A escolinha, ficava no fim da Rua Lili, à esquerda da minha casa, na extremidade oposta ao Morrinho. Ali, um entrocamento de ruas, trabalhava o barbeiro João, um crente sério. Tinha o bar do Seu Sebastião, um nordestino gente boa. Havia outro bar, onde eu comprava pé-de-moleque e bananada. E havia um armazém, que vendia feijão na concha.

Entre o armazém e o salão do João havia uma casa esquisita de dois andares; ela era não-acabada e muito feia. Mas o mais feio foi o que eu vi na sala de aula. Era uma sala sem janelas e sem reboco nas paredes; era uma ambiente só nos tijolos. As lajes da casa-escola também não eram rebocadas, e pingava chuva daquela laje da sala de aula. Portanto, era uma sala feia e fria. Não havia carteiras individuais. Para as crianças sentarem, formaram um mesão no formato de U, com bancos inteiriços feitos de pau muito duro, e quinas que marcavam as coxas das crianças, que ficavam com as pernas suspensas do chão. Naquela feiúra, friagem e dureza da professora, uma menina, sentada frente a frente comigo, urinou na saia.

Quando a criança Mané, vizinha da menina, sentiu a urina escorrendo no banco, a manezinha gritou: “A fulana mijou aqui...!” De imediato, a reação na sala foi uma coisa absurda! Eles vaiaram a menina que fez xixi na saia. – A coitada ficou em pânico moral! – Em silêncio, eu assisti aquilo, e fiquei pensando nos horrores que deviam estar ocorrendo na cabeça daquela criatura indefesa, como nós todos éramos.

Aprendi que este mundo precisa de escola muito superior a essas drogas de ensino-droga que ainda temos por aqui!

CANÇÃO: War of my life – John Mayer
http://www.youtube.com/watch?v=h8_Y_1psB6g

IMAGEM: Tristeza
http://3.bp.blogspot.com/_Mh_bOCVaIyM/TQa6uDVI85I/AAAAAAAAAOw/P6F2Gc0gbqA/s1600/tristeza.jpg

FRASE: Lágrimas vertidas liberam espaço para as águas de Deus na alma. - Elyas Medeiros

CONTINUE LENDO A BÍBLIA PARA VOCÊ VER! – O médico LUCAS disse: E, quando Jesus ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.

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